“Em 15 minutos, tudo pode mudar.” Ou em 20 minutos. O slogam de sucesso da rádio traz uma verdade que o emergencista conhece bem: os cenários mudam muito rápido e não dá para prever o imprevisível.

Em um momento, a porta está vazia e não existem fichas para serem atendidas, horário do jogo da Seleção. No outro, a sensação é que parou um ônibus cheio de pacientes graves. Ou pior, o metrô teve um acidente e múltiplas vítimas e ambulâncias chegam ao mesmo tempo.
Entender e saborear os momentos de incerteza é parte inerente ao pensamento do emergencista. Ele sabe que as coisas estão, não são. Ele deve pensar rápido, ser resolutivo e dar destino aos pacientes, salvando vidas nesse processo. O Emergencista é, antes de tudo, um especialista em logística. O que esse paciente precisa agora? Ele pode esperar? Vou internar ou vou dar alta? Se internar, onde interno? Enfermaria, quarto, CTI? Preciso chamar algum especialista?
O que passa na cabeça do Emergencista? A Escola Carioca de Emergência inaugura suas atividades com essa temática fundamental para todo residente que começou a dar plantão na Emergência (alô alô R1s), para todo interno que começou um novo rodízio, para todo médico recém-formado e para aqueles que ainda têm medo e arrepiam só de pensar no Pronto-Socorro.
Nossa próxima conversa será sobre o que é uma Emergência. A Anatomia do Pronto-Socorro. Mas antes de tudo, gostaria de indicar um livro sensacional para os interessados que disseca bem o pensar na Emergência: An Emergency Medicine Mindset (em inglês).
Até a próxima pessoal!
_ | Daniel Schubert

